Fui crescendo, lentamente no sentido de continuar a ver as coisas que os adultos não vem ...agora me lembro do pequeno principe do elefante dentro da jiboia, e que vemos o que queremos ver, e que quando somos crianças vemos o belo, lembro de Tania uma hippie que conheci quando ainda tinha 11 anos, ela não tinha muita coisa consigo, apenas algumas saias largas e coloridas, algums brincos, maquiagem e um baú de palha enorme... o baú da sabedoria, pois carregava Machado de Assiz, e ela me deu o primeiro livro de romance era Dom Casmurro, confesso que quando ganhei meu presente, observei a foto antiga na capa, o cheiro de mofo e as paginas amarelas, fiquei tão feliz pois ela tinha me dado algo que fazia parte do baú, porque para mim ele era mágico, e agora ela era minha amiga, quando tirei essa foto, lembrei dela porque ela adorava olhar janelas, porque elas refletem os lugares que ainda posso ir... e os olhos dela podiam enchergar e isso era muito, pois havia beleza nas pessoas, nas conversas e nos sorrisos...sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
Fui crescendo, lentamente no sentido de continuar a ver as coisas que os adultos não vem ...agora me lembro do pequeno principe do elefante dentro da jiboia, e que vemos o que queremos ver, e que quando somos crianças vemos o belo, lembro de Tania uma hippie que conheci quando ainda tinha 11 anos, ela não tinha muita coisa consigo, apenas algumas saias largas e coloridas, algums brincos, maquiagem e um baú de palha enorme... o baú da sabedoria, pois carregava Machado de Assiz, e ela me deu o primeiro livro de romance era Dom Casmurro, confesso que quando ganhei meu presente, observei a foto antiga na capa, o cheiro de mofo e as paginas amarelas, fiquei tão feliz pois ela tinha me dado algo que fazia parte do baú, porque para mim ele era mágico, e agora ela era minha amiga, quando tirei essa foto, lembrei dela porque ela adorava olhar janelas, porque elas refletem os lugares que ainda posso ir... e os olhos dela podiam enchergar e isso era muito, pois havia beleza nas pessoas, nas conversas e nos sorrisos...terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Se todos podessem viver a contar histórias da sua vida, da sua caminhada, de suas escolhas. A imagem acima é de um filme fascinante, onde ouvir histórias cotidianas da vida de um homem ordinário se constitue de um prazer para uns e desespero a outros, a verdade e que somos embalados desde da infância por belas e fantásticas histórias de hérois que na minha memória, eram representadas por personagens feitas de caixas de sabão ''Omo'' que Rosa carinhosamente fazia, e acreditem era mágico ver a sombra daquelas imagens projetadas na parede, cada noite era um peça do quebra-cabeça da minha vida.
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